Textos

Missiva afetuosa - Retrato de familia
Agora, ao deitar me lembrei da D. Isis (não sei bem se é assim o nome dela), fiquei pensando na solidão daquela mulher, não uma solidão de abandono, pois imagino que os filhos cuidam bem dela, mas solidão de saudade, saudade de um tempo que se foi e não volta mais. Não senti nela tristeza, senti realismo, principalmente quando ela disse: "essa agora é minha realidade". Senti uma força de mulher guerreira, alguém que passou por vários percursos mas não perdeu a fé. Falava do seu marido "Nhonho"  - "ele se foi". Que pessoa linda, que família. Não é a toa que você, Rogério, tem conexão com eles. E hoje apesar de tanto tempo, ainda continua visita-los, ao menos, uma vez ao ano. Gostaria de saber escrever crônicas, ou histórias sobre a vida das pessoas, principalmente aquelas com as quais aprendemos todos os dias um pouco. Parabéns pela sensibilidade de não se esquecer dos amigos.

De passagem por Oliveira/MG, 20 de setembro de 2026.
Luzia Macedo Matias Marques Costa
Enviado por ROGER BUENO em 28/09/2026
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